Nesta semana, ao pesquisarmos os dados mais recentes sobre o comportamento da Classe C brasileira, nos deparamos com uma série de informações que são interessantes serem destacadas neste espaço.
São recorrentes as notícias sobre a mudança do perfil desta “nova Classe C”, que cresce, ganha melhor e consome mais. Nos últimos dois anos, a classe média brasileira expandiu 21,5% e já corresponde a 103 milhões de brasileiros. De acordo com pesquisa do Ministério da Fazenda, até 2014 essa fatia social deve chegar a 113 milhões de pessoas e será responsável por 31% da massa de renda total no Brasil, estimada em R$ 1,38 trilhão.
Cresce o contingente e aumenta também o poder de consumo. Uma das principais características observadas é que essa nova classe média quer comprar e está mais exigente. Nos últimos anos, uma série de fatores colaboraram para este cenário, como o aumento do emprego e do crédito. Para os próximos anos, estima-se que estas mesmas famílias são as que mais vão apresentar elevação no consumo – serão 8% a mais no poder de compra para as classes C, D e E, contra apenas 1% a mais para as classes A e B, segundo estimativas da Fecomércio.
Outro detalhe que é importante ressaltar é que a reforma e a aquisição da casa própria também continuam na lista de prioridades destes consumidores. Um levantamento do Instituto Análise aponta que 31% dos entrevistados pretendem reformar, comprar ou trocar o imóvel no próximo ano. A reforma é pretensão maior entre os consumidores das classes D e E (36%), assim como a compra (33%).
Entretanto, ao analisarmos a fundo o comportamento das classes C, D, e E, a aquisição da casa própria vai muito além de simplesmente sair do aluguel. Representa a satisfação de desejos e necessidades mais profundos e contribui, especialmente, para levantar a autoestima. Quem não tem o privilégio de morar em imóvel próprio, por exemplo, muitas vezes obriga-se a viver as limitações de dividir o quintal com a família ou com outros vizinhos ou, no mínimo, sente-se desestimulado a investir em qualquer melhoria no imóvel que não é seu.
Mas as mudanças na economia refletem de forma positiva neste cenário. O acesso facilitado ao crédito, especialmente o imobiliário, e a política de inclusão social do Governo tem ampliado o número de famílias que conseguem financiar um imóvel. Além disso, iniciativas paralelas, como a criação de programas sociais voltados à habitação, não vinculados a instituições financeiras, que facilitam o acesso ao crédito habitacional com isenção total de juros, surgem como braços para colaborar na redução do déficit habitacional brasileiro, que caiu de 6,27 milhões de unidades em 2007 para 5,8 milhões, em 2008, segundo o Ministério das Cidades.
O Brasil produz por ano 1,2 milhões de novas famílias e 80% das futuras famílias virão das classes C, D e E. São brasileiros que querem estudar, casar, constituir família e ficar independentes – inclusive quando o assunto é moradia. É especialmente para esse público, que consome mais e melhor, que tem mais dinheiro, mais disposição e movimenta mais de R$ 600 bilhões por ano, que os olhares do setor imobiliário precisam estar voltados.
Não apenas com ofertas a preços atraentes, mas – e principalmente – com opções de qualidade. Não apenas com a movimentação da construção civil e das instituições financeiras, mas também com investimentos em programas inovadores e propostas de cunho social que possam, de fato, realizar o sonho e melhorar a qualidade de vida destes consumidores: a casa que eles sempre desejaram, por preço justo e condições humanas de pagamento.
Seja bem-vindo(a)!
Aqui você encontra informações sobre o programa habitacional que está mudando a realidade do Brasil.
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