O aumento na procura dos consórcios reflete a preocupação dos brasileiros em encontrar alternativas mais baratas para a aquisição dos bens e o aumento do patrimônio. Os altos juros cobrados nos sistemas tradicionais de financiamento ainda se mostram um obstáculo e colocam o sistema de consórcios em uma posição privilegiada quando os planos de compra são de médio a longo prazo.Mas é necessário conhecer todas regras no momento de escolher a melhor opção para a aquisição do novo bem, especialmente quando se tratam dos imóveis, que representam a maior fatia no patrimônio das famílias. Embora a vantagem dos consórcios esteja na ausência de juros, já que são cobradas apenas as taxas administrativas, o optante precisa aguardar ser sorteado para ter acesso ao crédito ou antecipar um lance, que funciona como uma espécie de entrada, com recursos próprios. Por outro lado, nos financiamentos bancários, o mutuário tem acesso imediato ao crédito, logo após a aprovação da documentação apresentada, mas geralmente precisa dispor de recursos próprios para entrada, uma vez que a maioria dos bancos não financia 100% do imóvel pretendido.
Entretanto, se considerarmos que as classes C, D e E, juntas, devem corresponder a 84% da população brasileira – projeção feita pelo Ministério da Fazenda para 2014 – e que uma grande parcela deste nicho ainda não se enquadra nas exigências mínimas de renda dos sistemas tradicionais, há considerações importantes a fazer.
É preciso permitir que estas mais de 180 milhões de pessoas tenham acesso a uma moradia digna, abrir canais para que estas famílias possam se valer de seus direitos constitucionais, independente de regras burocráticas.
O mercado carece de alternativas diferentes, inovadoras, que possam atender sem restrição a esse grande público. Apenas por meio de modelos alternativos, livres de interesses, é possível fazer frente ao déficit habitacional brasileiro e ampliar ainda mais o acesso ao crédito imobiliário no País.
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